quarta-feira, 4 de outubro de 2017

V Seminário da Vida

Sou um dos responsáveis pela realização do Seminário de Valorização e Promoção da Vida, evento da Arquidiocese de Curitiba, promovido pela Comissão Família e Vida da Arquidiocese, e que neste ano está na sua 5ª edição.

Saiba mais sobre estes eventos em www.seminariodavida.com.br.

A respeito deste V Seminário da Vida, realizado em 01/10/2017, veja no link abaixo declarações dos organizadores e palestrantes, incluindo um trecho da entrevista que concedi:

http://arquidiocesedecuritiba.org.br/2017/10/04/saiba-como-foi-o-v-seminario-da-vida-realizado-no-ultimo-domingo/

Paulo Cesar Starke Junior

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Entrevista para Gazeta do Povo sobre o BRDE

Neste mês tive a oportunidade de ser entrevistado pela Gazeta do Povo, a respeito de possível federalização do BRDE - Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul.

Link para reportagem: http://www.gazetadopovo.com.br/politica/parana/o-assunto-foi-zerado-diz-vice-presidente-do-brde-ao-negar-rumor-de-venda-do-banco-e4cxwm7jg70cvy1i543we9wx4

Paulo Cesar Starke Junior

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Bancos públicos, políticas públicas e o BRDE

Artigo meu e de minha colega de BRDE, Tatiana Henn, publicado nesta data na Gazeta do Povo, sobre a importância estratégica em manter um banco de desenvolvimento próprio para a Região Sul.

http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/bancos-publicos-politicas-publicas-e-o-brde-6vw6iull0k8mmv41mxlvazfw3

Paulo Cesar Starke Junior

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Palacete dos Leões

A empresa onde trabalho, o BRDE, é proprietário e mantém o Palacete dos Leões. Conheçam abaixo um pouco do trabalho que fizemos neste semestre. Dou uma pequena entrevista na reportagem.

http://g1.globo.com/pr/parana/videos/t/paranatv-1-edicao/v/palacete-dos-leoes-em-curitiba-passa-por-restauracao/6060968/

Paulo Cesar Starke Junior

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A CNBB e a reforma da Previdência

Faço neste artigo uma reflexão sobre Nota da CNBB a respeito da Reforma da Previdência. "Não gostamos que critiquem nossa fé quando desconhecem as suas raízes; o que, então, nos dá o direito de falar sobre o que não conhecemos em verdade?"


Paulo Cesar Starke Junior

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

40 anos de Enlace Matrimonial de Paulo e Elizete Starke

Meus irmãos deram a mim, Paulo Cesar Starke Junior, a incumbência de escrever algo por ocasião da festa de 40 anos de enlace matrimonial de nossos pais, Paulo e Elizete.

Gostaria de poder escrever por nós quatro, mas um texto não consegue nunca deixar de ser do seu autor. Podemos nós quatro assinarmos, mas o texto será do meu ponto de vista, da minha história que vê a história deste casal que nos deu a vida em primeiro lugar.

E penso que devo começar por este ponto: da nossa vida! A começar pela minha: existo porque estes dois escolheram para si um caminho que poucos do nosso tempo escolhem. Uniram-se em casamento me aceitando ainda muito jovens, com dezenove e dezessete anos. Eu não preciso imaginar quanto renunciaram para unir-se, quantos desafios, medos, raivas, frustrações enfrentaram. Não preciso imaginar porque mesmo sem ver eu sei como foi. Sei porque a história deles que eu conheço é suficiente para eu saber que foi muito alegre, feliz e carregado de sonhos aquele dia 08 de janeiro de 1977, assim como foi cheio de medos e com a certeza de que teriam que lutar e trabalhar muito. Começava uma família do nada, só do amor, da vontade de vencer, trabalhar e se doar. Eu ganhei minha vida porque estes jovens resolveram que tinham que vencer o que naquele momento se apresentava. Não importava mais o que seus pais e irmãos diziam, julgavam, pensavam. Importava somente que eles tinham agora um objetivo para vencer. E perdendo um pouco de suas vidas eu fui ganhando a minha.

Bem, meus irmãos talvez tenham mais lembranças da primeira infância do que eu. Lembro muito pouco além daquilo que as fotos registraram, mas o que lembro é suficiente para eu saber que a vida dos meus irmãos também veio de mais vida dada pelos nossos pais. Lembro vagamente de eu, só um ano mais velho, levar o Márcio para a escolinha das Irmãs da Santa Paula. Lembro do meu pai deitado numa cama com um monte de gesso no corpo quando a Daniele ainda era muito pequena. Lembro muito vagamente do carro que ele bateu, e lembro de uma imagem do carro batido. Como não lembro de fotos deste carro, creio que esta imagem do meu pai arrebentado e do carro muito amassado me marcaram. Lembro de alguém tirando faixas de sua perna cheia de pontos. Lembro de dias tristes que minha mãe estava longe. Diziam pra mim que ela estava no hospital e que logo iria voltar, mas acho que demorou muito. Muitos e muitos dias eu e meu irmão Marcio dormindo em nossa tia. E onde estava a Daniele? Não sei. Só sei que foram dias que minha família estava toda separada porque alguém estava lutando muito para viver, e este alguém tinha um homem que nunca vi abandoná-la... Nunca vi abandoná-la! Creio que nestes dias todos o Tiago ainda não tinha nascido porque lembro de conversas quando já estávamos juntos de que o nascimento do Tiago foi envolto de dificuldades. Não sei ao certo, mas sei que foram mais dores para que mais uma vida viesse ao mundo, e mais incertezas. Mesmo assim deste tempo só lembro coisas boas. Lembro do pai chegando em casa com uma Kombi da empresa onde ele trabalhava. Eu gostava tanto daquela Kombi com caçamba... E uma vez vi sobre ela um presente para mim. Era um caminhão que eu estava ganhando do meu avô. Lembro-me da escola, lembro que eu tinha a incumbência de vez em quando pegar um kit de alimentação na escola. Lembro com alegria dos dias que eu ia andando no supermercado ficar na fila do leite. Lembro da minha mãe levantando muito cedo para me ensinar a pegar um ônibus. Lembro da alegria grande dos meus pais quando eu ia bem nas provas. Lembro muito que o pai e a mãe sempre falavam que eu tinha que estudar muito.

Bem, nestas alturas vocês já perceberam que minha memória confunde as coisas no tempo, pois alguns destes fatos foram antes do Tiago nascer e outros depois. Mas não importa a cronologia. Importa o que eu e meus irmãos fomos aprendendo e o que fomos ganhando: nossa vida! Era tão bom quando o pai resolvia deixar a gente pular em cima dele no sofá mesmo que fosse a hora do Jornal Nacional!

Sei que o pai gostava muito, e acho hoje que foi bom que não fosse todo dia. Lembro também de quando o pai estava desempregado e não parava de tentar vencer. Lembro da Kombi do camarão. Fui nela com ele andar pelo Santa Paula. Conheci ruas do nosso bairro que até então eu não conhecia. Foi um tempo muito difícil pelos relatos que escuto. Lembro que não podia sobrar nenhum grão de arroz no prato... tínhamos que aprender a dar valor para o alimento que tínhamos. Lembro que o pai me falou que eu só estava na mesma escola porque deram um bom desconto ou algo assim.

Acredito que foi um tempo de muitas incertezas para o Paulo e Elizete. Mas eles tinham suas vidas e de mais quatro filhos. Tinham que lutar, mesmo que sem toda saúde, e tinham que ter uma família estruturada e feliz. Talvez desta fase da minha vida eu tenha aprendido os maiores valores que até hoje eu tenho pra mim: não existe esforço que não tenha que ser feito para fazer crescer sua família; trabalhar é o que um homem tem que fazer, e ficar ao lado da esposa sempre, sempre que esta precisar.

Vejam que são valores que eu aprendi a partir de gestos, não a partir de palavras.

Aliás, para escrever este texto fiquei tentando lembrar de uma grande frase do meu pai e da minha mãe. Não lembrei. E não lembrei não porque eles não falassem, mas porque o que sei eu não aprendi ouvindo eles, mas vendo eles fazerem.

Quatro filhos pequenos, dificuldades de saúde, dificuldades de trabalho, e o que vi foi um casal que sempre trabalhou para conquistar e vencer, não por eles, mas pelos seus filhos.

Se bem que com alguns erros: até hoje lembro do carrinho de controle remoto Máximus que eu o e Márcio queríamos e o pai não comprou, acredito que pelo mesmo motivo que hoje eu compro aquilo que é prático, que está à mão. Ele acabou comprando umas coleções da "Super Máquina" e do "Esquadrão Classe A". Bem, pai, eu lembro do Máximus e talvez um dia ainda você possa comprar para mim.

Mas o que falar quando ganhei uma bicicleta Caloi Cross num Natal, onde o meu presente foi o último a ser dado? Quanta ansiedade! Meus pais souberam nos encantar!

Lembro do quanto ficou marcado uma boneca pra Daniele, e um castelo ou casa que ela (ou a mãe!) queria!! E os patins da Daniele, então?! Quanto falatório pelos tais patins! Por outro lado lembro da frustração do Márcio por não ganhar o Motorama! Mas, Márcio, tinha uma grande explicação racional: o Motorama era frágil e estragava com facilidade: Ferrorama era melhor! Bem, neste caso o Márcio não se encantou muito, mas ele teve outros momentos.

O Tiago? Bem... do Tiago foi diferente. Como irmão mais velho, e sete anos mais velho, acho que o Tiago ganho tudo que sempre quis!!! Risos!!!! E ele já tinha os videogames!! É o irmão caçula!

Bem, vamos para a adolescência: aí as lembranças aparecem com mais facilidade. Poderia falar de várias, mas o que importa é: sempre fizeram até o que não podiam para termos e fazermos o queríamos e o que precisávamos. E de lá para cá tem sido assim até hoje: ajudando seus filhos a vencerem na vida.

Do meu ponto de vista, de um filho, eu não poderia falar destes 40 anos sem colocar os filhos no centro da história. Sei que o casamento de vocês é muito mais do que os filhos, muito mais. Vocês lutaram por suas vidas. E venceram muitas dificuldades. Vocês lutaram por emprego. Vocês lutaram pelas casas que já tiveram. Vocês lutaram para construir um patrimônio. Vocês lutaram para ter um lugar para viverem esta fase da vida já com os netos. Vocês lutam para cuidar também dos netos. Vocês têm a vocês. E o que conseguiram com tanta luta foi crescerem nas suas almas, mas especialmente o que conseguiram foram quatro filhos que amam demais vocês dois porque devem tudo a vocês, tudo o que somos devemos a vocês! Tudo o que somos é só por causa de vocês e suas dores, flores e amores. Só podemos dizer obrigado a Deus, porque dizer obrigado a vocês é muito pouco. Não há palavras que possam agradecer todos os gestos que nas suas vidas vocês fizeram para ter a família de vocês e seus filhos. Então só gestos da nossa parte é o que importam agora. Espero e, acredito, nós quatro esperamos acertar nos nossos gestos para retribuir um pouco do que fizeram por nós.

Te amamos!

Paulo Cesar Starke Junior
Marcio Roberto Starke
Daniele Starke
Tiago Rafael Starke

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O Rei Alfredo e o Mendigo

Certa vez, os dinamarqueses expulsaram o rei Alfredo de seu reino, e ele escondeu-se por um longo período em uma pequena ilha em um rio.

Um dia, todos que estavam na ilha — exceto o rei, a rainha e um servo — saíram para pescar. Era um lugar muito solitário, e ninguém conseguia chegar lá, a não ser de barco. Por volta do meio-dia, um mendigo maltrapilho foi até a porta do rei e pediu comida.

O rei chamou o servo e perguntou:
— Quanta comida há na casa?
— Meu senhor — disse o servo —, temos somente um pão e um pouco de vinho.

Então o rei deu graças a Deus e disse:
— Dê metade do pão e metade do vinho para este pobre homem.

O servo fez como lhe foi solicitado. O mendigo agradeceu o rei por sua bondade e seguiu seu caminho.

À tarde, os homens, que haviam saído para pescar, voltaram. Eles tinham três barcos cheios de peixes e disseram:
— Pegamos mais peixes hoje do que em todos os outros dias desde que chegamos a esta ilha.

O rei estava contente, e ele e seu povo estavam mais esperançosos do que jamais haviam estado antes.

Quando a noite veio, o rei não conseguia dormir e pensava sobre as coisas que aconteceram naquele dia. Por fim, ele julgou ter visto uma luz forte como o sol, e no meio da luz havia um homem velho com cabelos negros, segurando um livro aberto nas mãos.

Isso pode ter sido um sonho, mas mesmo assim para o rei isso parecia muito real. Ele o olhou e o admirou, mas não teve medo.
— Quem és tu? — ele perguntou para homem velho.
— Alfredo, meu filho, sê corajoso — disse o homem —, porque eu sou aquele a quem tu deste metade de toda tua comida. Sê forte e alegre de coração e ouve o que eu digo. Levanta-te cedo amanhã e toca tua trombeta três vezes, tão alto que os dinamarqueses possam ouvir. Às nove horas, quinhentos homens estarão à tua volta prontos para serem liderados para batalha. Segue em frente bravamente, e, em sete dias, os teus inimigos serão derrotados, e tu voltarás para teu reino para governar em paz.

Então a luz se foi, e o homem não foi mais visto.

Na manhã seguinte, o rei levantou-se cedo e atravessou até o continente. Então ele soprou sua trombeta três vezes muito alto; e quando seus amigos ouviram, ficaram contentes, exceto os dinamarqueses, que ficaram apavorados.

Às nove horas, quinhentos de seus mais corajosos soldados cercaram-no prontos para batalha. Ele falou e contou-lhes o que tinha visto e ouvido em seu sonho, e quando terminou, todos aplaudiram altivamente, e disseram que o seguiriam e lutariam por ele enquanto tivessem forças.

Então eles foram corajosamente para a batalha, e derrotaram os dinamarqueses, e os expulsaram de lá. E o rei Alfredo governou seu povo bem e sabiamente pelo resto de seus dias.


História extraída do livro “Fifty Famous Stories Retold” de James Baldwin.

Nota: James Baldwin nasceu em Indiana nos Estados Unidos e tornou-se educador. Em 1896 ele escreveu Fifty Famous Stories Retold. Foi um dos autores de livros escolares para crianças mais produtivos no final do século 19 e do início do século 20.

Saiba um pouco mais em: https://en.wikipedia.org/wiki/James_Baldwin_(editor_and_author)

Zaqueu, a CNBB e a PEC do Teto

Artigo assinado por nós, publicado na Gazeta do Povo de hoje, traz afirmações como: "Ninguém discute que se deve cortar gastos quando não se tem mais condições de pagar por eles. A única exceção é quando não se pretende pagar a conta. Quando o objetivo é gastar para depois não pagar, então que se gaste sem freio. Mas não quero crer que a CNBB esteja propondo isto – afinal, o Evangelho é claro: “Dai a César o que é de César”." e "A Igreja precisa ser profeta onde pode ser profeta, e não emitir notas que parecem querer jogar para a torcida".


Paulo Cesar Starke Junior

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

O Rei Alfredo e os Bolos

Há muitos anos, vivia na Inglaterra um rei bom e sábio que tinha o nome de Alfredo. Nenhum outro homem havia feito tanto por seu país como ele, e as pessoas de hoje, no mundo inteiro, o chamam de Alfredo, o Grande.

Naquele tempo, um rei não tinha uma vida fácil. Havia guerras quase o tempo todo, e nenhuma outra pessoa conseguia liderar o exército na batalha tão bem como ele. E assim, entre as lutas e o governo, ele ficava de fato muito ocupado.

Um povo violento e rude, chamado dinamarquês, veio pelo mar e estava lutando contra os ingleses. Havia tantos deles, e eles eram tão corajosos e fortes, que por um longo período eles ganharam todas as batalhas. Se eles continuassem, logo seriam os governantes do país inteiro.

Finalmente, depois de uma grande batalha, o exército inglês estava espalhado e acabado. Cada homem tinha que se salvar por si só da melhor maneira que pudesse. O rei Alfredo fugiu sozinho, com grande pressa, através das florestas e dos pântanos.

Depois, naquele mesmo dia, o rei foi para uma cabana de um lenhador. Ele estava muito cansado e faminto, e implorou à esposa do lenhador para dar a ele algo para comer e um lugar para dormir na sua cabana.

A mulher estava assando alguns bolos no forno, e olhou com compaixão para o pobre maltrapilho que parecia tão faminto. Ela não tinha ideia que ele era o rei.

— Sim — ela disse. — Eu lhe darei uma ceia se você cuidar destes bolos. Eu quero sair e ordenhar a vaca, e você deve atender para que eles não queimem enquanto estou fora.

O rei Alfredo estava disposto a cuidar dos bolos, mas ele tinha coisas muito maiores para pensar. Como ele iria reunir seu exército novamente? E como ele iria expulsar os violentos dinamarqueses de sua terra? Ele esqueceu sua fome. Ele esqueceu os bolos. Ele esqueceu que estava na cabana do lenhador. Sua cabeça estava ocupada fazendo planos para o dia seguinte.

Em pouco tempo a mulher estava de volta. Os bolos estavam queimando no forno. Eles estavam torrados. Ah! Quão brava ela ficou!

— Seu preguiçoso — ela gritou. — Veja o que você fez! Você quer algo para comer, mas não quer trabalhar!

Contaram-me que ela até bateu no rei com uma vara, mas eu não acredito que ela era tão má.

O rei deve ter rido em seu pensamento por ser repreendido daquela maneira, e ele estava com tão faminto que não se importou tanto com as palavras duras da mulher quanto pela perda dos bolos.

Eu não sei se ele teve algo para comer naquela noite, ou se ele teve que ir para a cama sem jantar. Mas não passaram muitos dias até ele reunir seus homens novamente e derrotar os dinamarqueses na grande batalha.

História extraída do livro “Fifty Famous Stories Retold” de James Baldwin.

Notas:
O rei Alfredo governou a Inglaterra de 871 até 899.

O poema “The Ballad of the White Horse” de Chesterton narra como o rei Alfredo conseguiu expulsar os dinamarqueses na batalha de Edington.

O filme “Alfred the Great” de 1969 narra a luta de Wessex para expulsar os invasores.

Leia mais sobre o rei Alfredo em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_de_Wessex

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Matrimônio, marca da eternidade

Artigo nosso publicado na Gazeta do Povo de 24/06/2016. Acesse no link: http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/matrimonio-marca-da-eternidade-8ovzb5xbsy4a1paahyysyzv7w

Texto completo:

Dias atrás, o papa Francisco chamou a atenção por ter falado algo que todos os católicos já sabem: que os sacramentos da Igreja só podem ser considerados válidos mediante alguns requisitos prévios. No caso do matrimônio, por exemplo, o sacramento pode ser considerado nulo desde o início caso um dos cônjuges falte com a verdade quanto ao desejo de permanecer casado por toda a vida ou de ter filhos.

O papa dizia que nossa atual cultura é do provisório e do descartável, e que, nascidos e criados em meio a essa cultura, mesmo buscando o sonhado matrimônio por toda a vida, alguns casais não têm condições de firmar compromissos duradouros de forma consciente. Até há boa vontade dos cônjuges, mas a falta de plena consciência do propósito firmado pode tornar o matrimônio nulo desde seu início.

Penso que o papa está certo em alertar-nos para isso. Mas também penso que somos capazes de tomar consciência desse problema e trabalhar para que cada vez mais casais cheguem ao matrimônio sabedores do seu real significado e das implicações de sua decisão de casar sacramentalmente. Nesse sentido, a Igreja e a Pastoral Familiar têm um grande desafio ao se propor a anunciar que a cultura do descartável e do provisório deve ser substituída por uma verdade única, permanente e imutável, capaz de dar sentido sobrenatural à união entre um homem e uma mulher.

Por mais que nossa ciência, limitada e mutante em si mesma, às vezes insista que não há uma verdade absoluta, que tudo o que sabemos é provisório, sabemos, no nosso íntimo, haver algo que ultrapassa a nós mesmos, maior do que podemos processar em nossa inteligência. Tanto é assim que muitos buscam o matrimônio católico sem nem mesmo compreender bem o significado dos sacramentos da Igreja. Atribuo esta busca à necessidade de reconhecimento social, à cultura ocidental, até a um sonho carregado de romantismo, mas, especialmente, ao desejo por algo mais que possa contribuir com a realização do desejo de que o amor do casal seja “até que a morte os separe”.

Sejamos crentes ou não, temos uma sede de infinito, percebemos e buscamos sempre o sentido transcendente da realidade. Só isso já é suficiente para não excluirmos a possibilidade de existirem valores que são imutáveis, independentemente dos fatores externos ou da história. São esses valores definitivos que podem marcar nossas escolhas.

É isso o que acontece com o matrimônio. A real compreensão do significado do matrimônio, de seu valor definitivo, permite que eu seja capaz de dizer um “sim” eterno e mantê-lo todos os dias até minha morte, mesmo em meio às dificuldades cotidianas e fragilidades, numa renovação constante do amor integral que dou a alguém que escolhi e que me escolheu.

Uma coisa tão provisória como um “sim” pode se tornar definitivo porque é sinal, porque está revestido de um significado transcendente de alguém divino que nos ama infinitamente, como uma mãe ama seus filhos, como um pai ama seus filhos, como um marido deve amar sua esposa e vice-versa.

Mesmo em um mundo que cultua o provisório, posso, sim, ter a definitiva decisão de amar minha esposa todos os dias, nas conquistas e nas fragilidades, alegrias e tristezas. Para isso, preciso mirar na eternidade, na Verdade que transcende nossas existências finitas, na Ressureição de Cristo que vem depois da cruz. Apenas dessa forma posso viver o sacramento do matrimônio de forma a alcançar a plenitude da vida e do amor.

Paulo Cesar Starke Junior, casado há 16 anos, é membro da Pastoral Familiar da Arquidiocese de Curitiba.

terça-feira, 7 de junho de 2016

Família Starke: quantidade de filhos.

A senhora que vocês vão ver neste vídeo é minha avó e madrinha. Meu pai também está nele! Apareceram várias fotos da minha infância! 😃 Mas, diferente do foco da notícia, nós tivemos 4 filhos!!! 😉

Reportagem foi veiculada no dia 07/06/2016 na RPC (Globo no Paraná).

Acesse no link:

http://g1.globo.com/pr/campos-gerais-sul/paranatv-1edicao/videos/t/edicoes/v/de-cinco-decadas-pra-ca-as-familias-reduziram-70-o-numero-de-filhos/5076818/

Paulo Cesar Starke Junior

domingo, 29 de maio de 2016

Participação no Programa "Empreendedores Católicos"

Minha participação no programa Empreendedores Católicos da TV Evangelizar, no sábado dia 28/05/2016, com o jornalista Everton Barbosa (canal 16 em Curitiba).


terça-feira, 3 de maio de 2016

Programa SIM À VIDA

Abaixo nossa participação do programa SIM À VIDA, com o Padre Silvio Roberto, na TV EVANGELIZAR. Falei sobre nossa história na Pastoral Familiar e, especialmente, sobre nossa paternidade e maternidade, sobre a Ane e sobre a Doce Luz:

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Mais amor para os “sub-humanos”


Nosso artigo publicado nesta terça, 02/fev/2016, na Gazeta do Povo!

"A microcefalia se tornou o terror do momento. Até parece que agora é proibido pensar em engravidar, pois coisas terríveis e um futuro macabro esperam os pais que se arriscarem neste momento a planejar o aumento de sua família (não estou dizendo que todas as famílias não possam adiar um pouco seu plano de engravidar, mas a motivação não pode ser o medo)."

...

"Sou pai de criança especial: uma menina com Síndrome de Angelman, que também tem sua circunferência da cabeça um pouco menor que a grande maioria, e por nada neste mundo quero perdê-la. Dou minha vida para que ela viva na sua fragilidade e dê muita alegria a este mundo por tudo que ela é e também não é."

Leia a íntegra do artigo em http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/mais-amor-para-os-sub-humanos-1dd1ds0fylf4mo8wdynpgf0mo.

Paulo Cesar Starke Junior

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Entrevista ao programa Café Teológico

Minha conversa com Sérgio Silva, no Programa Café Teológico, em 22/11/2015:



Paulo Cesar Starke Junior